Por PETER BONAVENTUR - Timor Lorosae Nação.
Volvidos seis meses do 11 de Fevereiro Xanana Gusmão comemorou um ano de governação AMP no cargo de primeiro-ministro, não reconhecido pelo partido mais votado e vencedor das eleições de 2007, a Fretilin. Estranha democracia esta em que o partido com mais votos é relegado para a oposição.
O 11 de Fevereiro foi à seis meses e só agora se fala titubeantemente sobre as conclusões do relatório da autópsia a Alfredo Reinado e Leopoldino, seu acompanhante. Estranho, não?
Mais estranho ainda por esse mesmo relatório concluir que a história está mal contada. Estranho? Nada estranho, porque aqui no TLN sempre isso dissemos: a história está mal contada.
Afinal, a conclusão da autópsia aponta para a execução sumária de Reinado e Leopoldino.
Falta agora saber quem os executou e à ordem de quem os executou. Falta saber isso e muito mais.
Tanto quanto foi referido, a arma que participou no atentado a Ramos Horta também naquele dia desapareceu, em algumas versões, ou então que foi protagonista de grandes confusões e não permite que se chegue a conclusões forenses com um grau de fiabilidade aceitável.
Afinal quem é que fez desaparecer a arma – se é que desapareceu – ou quem é que a “sujou” para ocultar e dificultar exames forenses fiáveis?
A imprensa continua a insistir em afirmar nos seus títulos que os “autores do atentado são isto e aquilo, que foram executados, e que coisa e tal”… Os autores do atentado? Mas afinal quem foi que atentou contra quem? Alfredo Reinado atentou contra Horta? Era o autor? Como podem ter tanto essa certeza? Então, são autores do atentado mas eles é que foram executados sumariamente? Eles iam fazer uma operação surpresa e foram surpreendidos por um fulano que até estava a dormir?
Afinal quem é o autor do atentado ao presidente Ramos Horta? O homem que contra ele disparou estava às ordens de quem? Porque disparou contra Horta quando Reinado até já tinha sido executado algum tempo antes? Quem lhe deu ordens para isso?
O relatório do Procurador Longuinhos Monteiro, que tarda em ser público e está a começar a sair a conta gotas - caso deste trabalho de ontem do The Australian, que tem mais para nos oferecer – o relatório, dizia, estava para ser entregue a Ramos Horta, como ele afirmou, nos finais de Julho ou princípios de Agosto…
Já estamos em metade de Agosto e na realidade o Relatório já está pronto ou quase mas parece que vai ter de ser reformulado com o pretexto de não instabilizar a sociedade timorense. Fonte segura afirma ser esta a realidade. É que existem factos comprovados cientificamente para os quais não há modo de torneá-los… A não ser que os ocultem – que é aquilo que têm feito.
Conforme notícia The Australian um Comité Especial das Nações Unidas está nas investigações e na colaboração da elaboração do famigerado Relatório, a par com Longuinhos Monteiro. Parece que afinal aquilo que se pretende é dar credibilidade a Longuinhos Monteiro – coisa que há muito não tem - e pouco mais pois as conclusões a que já há algum tempo chegaram são as de que Alfredo Reinado foi caçado numa tramóia. Possibilidade que nunca consideraram, vertente que nunca exploraram.
Essa indisponibilidade pode querer dizer-nos que não querem ir ao encontro do autor ou autores do atentado a José Ramos Horta, por razões de que podemos suspeitar mas que ficarão para o resto da vida por saber. Nem que para isso aleguem que assim aconteceu em nome da estabilidade de Timor e dos timorenses.
Pois é, em nome disso, da estabilidade, podem andar verdadeiros criminosos à solta, eventualmente a ocuparem cargos máximos de responsabilidade que deveria ser máxima e impoluta.
Até onde as UN vão pactuar com esta situação é que estamos para saber… se ao menos isso se vier a saber.
O relatório parece estar a sair na comunicação social, devagarinho para não magoar, a conta-gotas e pelos vistos não vai responder às questões como deveria. Assim parece, pela forma como estão a optar divulgá-lo.
Quer parecer que a verdade em Timor também foi chacinada durante a ocupação indonésia, falta acrescentar essa vítima ao rol das centenas de milhares, sendo, como antes, o governo australiano cúmplice.
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O 11 de Fevereiro foi à seis meses e só agora se fala titubeantemente sobre as conclusões do relatório da autópsia a Alfredo Reinado e Leopoldino, seu acompanhante. Estranho, não?
Mais estranho ainda por esse mesmo relatório concluir que a história está mal contada. Estranho? Nada estranho, porque aqui no TLN sempre isso dissemos: a história está mal contada.
Afinal, a conclusão da autópsia aponta para a execução sumária de Reinado e Leopoldino.
Falta agora saber quem os executou e à ordem de quem os executou. Falta saber isso e muito mais.
Tanto quanto foi referido, a arma que participou no atentado a Ramos Horta também naquele dia desapareceu, em algumas versões, ou então que foi protagonista de grandes confusões e não permite que se chegue a conclusões forenses com um grau de fiabilidade aceitável.
Afinal quem é que fez desaparecer a arma – se é que desapareceu – ou quem é que a “sujou” para ocultar e dificultar exames forenses fiáveis?
A imprensa continua a insistir em afirmar nos seus títulos que os “autores do atentado são isto e aquilo, que foram executados, e que coisa e tal”… Os autores do atentado? Mas afinal quem foi que atentou contra quem? Alfredo Reinado atentou contra Horta? Era o autor? Como podem ter tanto essa certeza? Então, são autores do atentado mas eles é que foram executados sumariamente? Eles iam fazer uma operação surpresa e foram surpreendidos por um fulano que até estava a dormir?
Afinal quem é o autor do atentado ao presidente Ramos Horta? O homem que contra ele disparou estava às ordens de quem? Porque disparou contra Horta quando Reinado até já tinha sido executado algum tempo antes? Quem lhe deu ordens para isso?
O relatório do Procurador Longuinhos Monteiro, que tarda em ser público e está a começar a sair a conta gotas - caso deste trabalho de ontem do The Australian, que tem mais para nos oferecer – o relatório, dizia, estava para ser entregue a Ramos Horta, como ele afirmou, nos finais de Julho ou princípios de Agosto…
Já estamos em metade de Agosto e na realidade o Relatório já está pronto ou quase mas parece que vai ter de ser reformulado com o pretexto de não instabilizar a sociedade timorense. Fonte segura afirma ser esta a realidade. É que existem factos comprovados cientificamente para os quais não há modo de torneá-los… A não ser que os ocultem – que é aquilo que têm feito.
Conforme notícia The Australian um Comité Especial das Nações Unidas está nas investigações e na colaboração da elaboração do famigerado Relatório, a par com Longuinhos Monteiro. Parece que afinal aquilo que se pretende é dar credibilidade a Longuinhos Monteiro – coisa que há muito não tem - e pouco mais pois as conclusões a que já há algum tempo chegaram são as de que Alfredo Reinado foi caçado numa tramóia. Possibilidade que nunca consideraram, vertente que nunca exploraram.
Essa indisponibilidade pode querer dizer-nos que não querem ir ao encontro do autor ou autores do atentado a José Ramos Horta, por razões de que podemos suspeitar mas que ficarão para o resto da vida por saber. Nem que para isso aleguem que assim aconteceu em nome da estabilidade de Timor e dos timorenses.
Pois é, em nome disso, da estabilidade, podem andar verdadeiros criminosos à solta, eventualmente a ocuparem cargos máximos de responsabilidade que deveria ser máxima e impoluta.
Até onde as UN vão pactuar com esta situação é que estamos para saber… se ao menos isso se vier a saber.
O relatório parece estar a sair na comunicação social, devagarinho para não magoar, a conta-gotas e pelos vistos não vai responder às questões como deveria. Assim parece, pela forma como estão a optar divulgá-lo.
Quer parecer que a verdade em Timor também foi chacinada durante a ocupação indonésia, falta acrescentar essa vítima ao rol das centenas de milhares, sendo, como antes, o governo australiano cúmplice.
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